16 de outubro de 2018

Futuro do Brasil tem 38% das famílias comandadas por mulheres

De acordo com o último Censo Demográfico de 2010 produzido pelo IBGE, cerca de 38 % das famílias já são chefiadas por mulheres, são elas que comandam e contribuem com a maior parte da renda nos lares brasileiros. Ainda, ao se analisar as informações obtidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios ( PNAD – IBGE ) no período de 2001 a 2010 observou-se que a porcentagem total de familias comandadas por mulheres passou de 22,2 % para 37,3 % em nove anos. Além disso, o estudo mostrou o aumentou no número de mulheres solteiras com filhos, como também, o aumento no percentual de casais que não tem filhos.

Por que isso está acontecendo?

Ainda, para o IBGE é considerado responsável pela família a pessoa que é reconhecida por exercer esse papel pelos outros membros familiares. E isso ocorre mesmo em lares onde as mulheres são casadas com homens. No que se refere a faixa etária dessas mulheres, cerca de 57 % delas tem entre 30 e 54 anos, além disso, o IBGE destaca que 48,6 % dessas mulheres chefes de famílias se declaram brancas, 41 % pardas e 9 % delas se declaram de cor preta.

Para o IBGE alguns fatores contribuem para que mais e mais mulheres tornem-se as novas comandantes e provedores dos lares brasileiros. Segundo o texto está ocorrendo uma mudança nos valores do papel das mulheres na sociedade e isso, pode ser observado no mercado de trabalho, cada vez mais as mulheres estão saindo de seus lares para ajudar no sustento da casa, de acordo com dados do Governo, no ano de 2007, as mulheres representavam 40,8 % do mercado formal de trabalho, ou seja, tinham carteira de trabalho assinada, já em 2016, esse número cresceu e as mulheres passaram a ocupar 44% das vagas ocupadas no mercado de trabalho.

O aumento de mulheres no mercado de trabalho e a independência financeira conquistada por elas pode ser justificada também pelo aumento da escolaridade delas. Segundo outra pesquisa do IBGE sobre ‘Estatísticas de Gênero – Uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010’ mostrou que a escolaridade das mulheres aumentou em relação à dos homens, as mulheres estão estudando mais que os homens. Ao analisar a quantidade de universitários entre 18 e 24 anos de idades, constatou-se que 57,1 % dos alunos matriculados são mulheres, portanto o nível de escolaridade das mulheres é maior do que o dos homens na faixa etária dos 25 anos ou mais.

Todos esses fatores refletem também a queda na taxa de fecundidade, as mulheres estão pensando mais para terem filhos. No ano de 2000, a taxa de fecundidade era de 2,4 nascimentos por mulheres, em 2015 esse número diminuiu para 1,78 nascimentos. Com a autonomia financeira de suas vidas, as mulheres brasileiras estão mais cautelosas com a quantidade de filhos que irão ter, pois é de 38 % delas que sai o sustento dessas crianças.

O futuro é delas!

Apesar de tudo isso, as mulheres ainda enfrentam a jornada dupla, tripla, pois proveem o sustento da casa, cuidam dos filhos e ainda se ocupam das tarefas domésticas e, esse trabalho, não pode ser contabilizado no Produto Interno Bruto (PIB). Se as mulheres pudessem dedicar só ao trabalho, como ocorre com a maioria dos homens, elas poderiam produzir muito mais do que já produzem, contribuindo de forma gigantesca para a economia do país.

Diante desses números e com a iminência deles evoluírem, cada vez mais as mulheres tomarão conta dos lares, estudarão mais e terão menos filhos, podemos concluir que o futuro é feminino, é delas! Serão elas que estão ditando e ditarão as regras de como a sociedade irá se comportar daqui 10, 20, 30 anos. É nelas que o futuro do Brasil deve se apoiar.




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